Trocar de agência é comum no mercado brasileiro. Muda o diretor de marketing, muda a agência. Muda a meta do ano, muda a agência. Concorrência é um evento recorrente na vida de quase toda marca grande, e boa parte dos contratos não passa de dois ou três anos.
A Elefant existe há 21 anos e tem clientes que estão com a gente há mais de uma década. Isso não é sorte nem fidelidade emocional. É consequência de algumas escolhas que a gente fez sobre como montar a agência, e vale explicar quais são, porque elas também explicam o que a gente entrega.
O que se perde numa troca
Vale começar pelo outro lado, que é o custo de recomeçar.
Uma agência nova leva de seis meses a um ano pra entender de verdade um negócio: o ciclo de venda, a sazonalidade, o que já foi tentado e não funcionou, quem decide o quê dentro da empresa, o que o jurídico não aprova, qual campanha antiga o time inteiro ainda tem trauma. Nada disso está no briefing. Isso se aprende convivendo.
Durante esse período, o cliente paga por aprendizado. As primeiras entregas tendem a ser genéricas, não porque a agência seja ruim, mas porque ela ainda está trabalhando com o que qualquer um poderia saber sobre a categoria.
Quando a relação dura, esse custo é pago uma vez só. O que vem depois é trabalho feito com contexto acumulado, e contexto acumulado aparece em coisas práticas: menos rodada de aprovação, menos peça refeita, menos reunião pra explicar o óbvio.
Tudo na mesma casa, e o que isso muda na prática
A Elefant é full service. Estratégia, criação, mídia e tecnologia são times internos, e criação aqui inclui produção musical, o que é raro. Jingle e trilha saem daqui, com gente nossa.
O efeito disso no dia a dia é menos glamouroso do que soa. A campanha é discutida por todo mundo antes de existir, então o time de mídia opina no formato do criativo enquanto ainda dá pra mudar, e o time de tecnologia entra na conversa antes de alguém prometer uma landing page que ninguém sabe construir. Quando surge um problema no meio do caminho, e sempre surge, ele se resolve internamente, sem renegociação de escopo com terceiro.
Pro cliente isso significa uma reunião, um cronograma e uma pessoa pra cobrar. Pra relação de longo prazo significa que não existe um elo frágil fora da agência capaz de derrubar a confiança construída ao longo de anos.
O trabalho que ninguém coloca no portfólio
Parceria longa não se sustenta em campanha grande. Campanha grande acontece algumas vezes por ano.
O que sustenta é o volume: as dezenas de peças por semana que uma marca ativa consome, as réguas de CRM que precisam disparar certo, o material de ponto de venda, os ajustes de última hora. É trabalho que não vai pra festival e que ocupa a maior parte do tempo de qualquer agência honesta sobre a própria rotina.
A gente opera nesse volume de forma consistente, e essa é provavelmente a razão mais concreta pela qual os clientes ficam. Ninguém renova contrato por causa de um filme premiado se as duzentas peças do trimestre atrasaram.
O caso mais extremo disso está no time de tecnologia, que construiu e mantém a infraestrutura digital por trás de sistemas de cartório usados no país inteiro. É um trabalho que não aparece em lugar nenhum e que não pode falhar, porque tem transação imobiliária dependendo dele naquele minuto.
O risco de ficar tanto tempo
Relação longa tem um problema que vale admitir, porque todo cliente que já teve uma sabe qual é: o conforto.
Agência que está há quinze anos na conta corre o risco de repetir o que deu certo, de não propor o que pode dar errado, e de evitar a conversa difícil pra não estremecer o relacionamento. Quando isso acontece, a permanência vira inércia e o cliente começa a perceber que as ideias ficaram parecidas.
A gente trabalha contra isso trocando gente de conta internamente, trazendo quem não está no dia a dia pra revisar o que está sendo entregue, e assumindo que uma marca com quinze anos de casa merece a mesma discordância que uma marca nova. Um cliente antigo que concorda com tudo é um sinal ruim, não bom.
O que isso quer dizer pra quem está avaliando uma agência
Se você está escolhendo, tem uma pergunta que vale fazer em qualquer concorrência: há quanto tempo estão os três maiores clientes de vocês?
A resposta diz mais do que o portfólio. Portfólio mostra o melhor trabalho que a agência já fez, e a permanência mostra o trabalho que ela faz quando ninguém está olhando.
21 anos, quatro áreas, os mesmos clientes.